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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Black Mirror 4 temporada - Análise da temporada completa



Após ser comprada pela Netflix , a série que praticamente virou meme por causa de sua temática, volta com uma nova temporada contendo 6 episódios igual a anterior. Vou falar um pouquinho sobre cada um:

Episódio 1 -  USS Calister

Esse episódio me chamou a atenção desde o trailer, que por sinal é muito bem feito pois não deu nenhuma dica do enredo, entendi que seria como uma paródia da famosa série Star Trek, mas sabia que ia ter alguma reviravolta.
O personagem Roberto Daily que é apresentado como uma pessoa que não está contente com sua vida pois mesmo sendo chefe de uma empresa, não é respeitado nem por seus funcionários nem a pessoa que tem o mesmo nível de autoridade que ele. Isso tudo é mostrado no início pois assim entendemos os motivos dele "viver" em uma realidade virtual que ele criou e aperfeiçoou ao seu gosto. Quando a personagem de Cristin Meliot(How I Met Your Mother) entra na trama tudo muda pois o nosso personagem principal não é coitado como pensamos. O episódio é engraçado ao mesmo tempo que trata de temas pesados como abuso de poder, um ótimo inicio de temporada.

Episódio 2 - ArkAngel

Se o episódio anterior é leve , esse trás todas as características da série, o ser humano faz merda quando não sabe usar a tecnologia. Uma mãe(Rosemaire DeWitt de La La Land) preocupada com a filha concorda em implantar um dispositivo chamado Arkangel que a permitirá saber a localização, censurar o que acha necessário e até mesmo ver o que a filha vive todos os dias. Com o passar do tempo a mãe acaba prometendo a filha que não a vigiará mais pois o dispositivo causa alguns problemas de personalidade na menina. Mas isso é deixado de lado quando a mãe acha necessário saber o que a filha anda fazendo com os amigos. 
O episódio dirigido por Jodie Foster, nos passa todas as consequências da falta de confiança entre mãe e filha, como ser super protetivo acaba parecendo possessivo, como nos escolhas definem nosso caráter e ter isso arrancado de nós é ruim.

Episódio 3 - Crocodile

Mia Nolan (Andrea Riseborough de Birdman) e o namorado Rob  após um acidente de carro que teve uma vítima, decidem esconder o corpo com medo de acabarem presos pois ambom usaram drogas e beberam.
Quinze anos se passam e Mia agora tem uma família, mas o passado vem à tona quando esse namorado quer revelar o local onde o corpo está para a família da vítima.
O episódio é sobre escolhas, se questionamos e refletimos sobre a consequências das ações de Mia ao decorrer do episódio inteiro.



Episódio 4 - Hang the DJ
E se em um futuro próximo existisse um aplicativo que escolhe seus relacionamentos e dá um prazo de validade para cada um deles.
Nessa sociedade evoluída Frank(Joe Cole de Peaky Blinders) e Amy (Georgina Campbell - Rei Arthur: A lenda da Espada) se conhecem e como todos se relacionam pelo tempo estimado pelo sistema mas começam a questionarem-se se ele realmente funciona.

Spoilers do episódio: vou ter que falar sobre o episódio inteiro porque para mim foi o melhor da temporada e eu não estava esperando isso pela sinopse e pelo plot que parecia meio óbvio. Isso deve ao excelente trabalho de filmagem e de fotografia que foca nas emoções dos personagens que após terem se relacionado não pode ficar juntos e isso é mostrado apenas em seus rostos, os dois atores principais são excelentes também em conseguirem transmitir suas frustrações e angústias conforme a trama vai passando.
e o final é digno do nome da série, com um plot twist que é triste pois os personagens que conhecemos não existem mas fazer todo o sentido no contexto que foi apresentado, o aplicativo funcionar realmente.

Episódio 5 - Metalhead

O episódio polêmico, pois todos que assistiram dizem que é sem sentido pois não temos contexto do que está ocorrendo, as informações do que está acontecendo temos apenas nos diálogos que são poucos pois o foco do episódio é apenas em Bella a os sobrevivente de um grupo de saqueadores que estão sendo perseguidos por um cachorro- robô e é aí que o episódio perdeu as pessoas, pois não há uma explicação dessa perseguição, porque esse grupo de pessoas estava tentando saquear. O foco do episódio é a tentativa de fuga da personagem.
E como sendo essa série a tecnologia acaba nos derrotando de alguma forma e isso é o objetivo da série, nos assustar, mostrar que nossas criações podem acabar virando contra nós e o o final é um dos mais tristes da série.

Episódio 6 - Black Museum
A motorista Nish (Letitia Wright do futuro Pantera Negro) acaba parando em um lugar ermo onde existe um museu com objetos de crimes famosos. Ao conhecer o proprietário Rolo Haynes (Douglas Hodge de Penny Dreadful) do local, a garota acaba conhecendo algumas histórias e a pior é a atração final.
O episódio nos apresenta 3 histórias dentro de um episódio só, e isso já cansa, pois um só já bastava . Mas acho necessário para nos apresentar a verdadeira personalidade de Rolo que no começo nos parece amigável apesar de estranho por conta de seu trabalho meio exótico e ele vai nos mostrando que em cada uma dessas história ele estava presente pois ele fornecia uma tecnologia que acabou gerando esses criminosos.  Quando o plot twist chega e nish revela seus verdadeiros motivos não convence pois é previsível mas a maneira que ela executa sua vingança é assustadoramente dentro dos padrões bizarro da série mas o final peca em querem adicionar outro reviravolta, não mexam no que  já estava bom.

Considerações finais: a série está caindo em uma fórmula dela mesma, a próxima temporada precisa ou ser mais curta como as 2 primeiras temporadas eram ou investir pesado nos roteiros. Nota final: 8






terça-feira, 27 de setembro de 2016

Primeira impressão: Pitch 1x01

Nessa série a ficção é melhor do que a realidade...

Temos a história de Ginny Baker, a primeira mulher a ser contratada a jogar na MLB(Major League Baseball) que é o nível mais alto do jogo profissional que se pode alcançar nos EUA.

O episódio já começa nos jogando de cabeça na história sem nos apresentar o passado dela, não todo pelo menos. Durante sua trajetória para o estádio para seu primeiro jogo por meio de noticiários ficamos sabendo do tamanho do impacto que ela fez na sociedade, só sendo convocada, mulheres vão ao jogo, levam suas filhas e a audiência vai pras alturas. 


Mas tudo gera uma pressão enorme sobre a Ginny, que falha no seu primeiro jogo e isso traz repercussões para ela e seu time. Para ela temos um flashback sobre como ela se envolveu no jogo, seu pai a treina desde pequena , de uma maneira que parece até cruel no começo, mas com o tempo você começa a entender que ele só estava preparando ela para o que ela ia enfrentar. 


"Nós conseguimos pai"


Mas não pense que alguém dá um discurso e ela volta fodona, aqui não tem nada previsivel. Tem uma certa previsibilidade, mas bem administrada. Ela consegue pontos o que impede dela ser uma piada como ela temia. Nesse primeiro episódio já podemos notar criticas ao relacionamento dos esportes com a mídia; se você é bom, é uma estrela, se voce erra é crucificado.  Infelizmente essa não é uma história baseada em fatos reais apesar da Liga de Baseball não ter divisão de gênero nenhuma mulher foi registrada como jogadora ainda mas encontrei essa noticia promissora. 




Após esse excelente piloto que trás uma carga emocional imensa, temos uma protagonista competente, personagens secundários interessantes e um plot twist, verei sim a série que mostra uma mulher forte e inspiradora.